>>>UATISDIS???

Em março de 2004, cinco amigas resolveram descrever seu cotidiano e publicá-lo pra quem quisesse ler. A idéia surgiu após perceberem que as situações vividas eram muito engraçadas e dignas de serem gravadas e lembradas. Na época cursavam o 4º ano de Jornalismo, respiravam e viviam seus tcc's. O estresse era constante e as incertezas do futuro faziam com que o blog fosse parte de um refúgio, assim como as festas que alguma delas não deixavam de ir.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Enquanto isso...
... no Paraná ...
JORNALISTAS REPUDIAM ATITUDE DE REQUIÃO

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná vem a público repudiar de forma veemente a atitude desrespeitosa, truculenta e deselegante do governador Roberto Requião. Nesta segunda-feira, dia 30 de outubro, durante a sua primeira entrevista como governador reeleito, Requião ironicamente acusou e ofendeu profissionais da imprensa, como se estes fossem os proprietários dos veículos que representam.
Enfaticamente, colocou os jornalistas, que cobrem as atividades governamentais, em situação altamente constrangedora. Confundiu a atuação dos repórteres, como se fossem eles os responsáveis pelos desentendimentos do governo com os proprietários das empresas de comunicação. O governador, como jornalista, o que sempre afirma ser, esquece-se que o papel da imprensa é reportar à sociedade os fatos, tais quais se apresentam. Esquece-se também que todo cidadão que se sentir lesado, dispõe de meios legais para sua defesa. Entretanto, quando um homem público desrespeita uma classe, expondo os profissionais de forma vexatória num ato público, como ocorreu nesta segunda-feira no Palácio Iguaçu, coloca-se acima das instituições democráticas.
Esse tipo de atitude também extrapola o respeito ao ser humano. Até porque o governador, no exercício de sua função, levou para a sala de entrevista uma platéia de apoiadores, que a cada pergunta intimidava os jornalistas com vaias, aplausos e manifestações inoportunas.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, além de repudiar as atitudes desairosas, sente-se no dever de recomendar aos profissionais, em virtude do ocorrido, que doravante tratem o governador, como servidor público que é - eleito e pago pelo povo -, exigindo dele a responsabilidade condizente com o cargo que exerce e, no mínimo, uma postura de respeito aos trabalhadores.

(A Jana Pop enviou este texto pra galera, estou repassando, em aprovação!!!)


Frase do dia:
"O voto de cabresto pós-moderno é o Bolsa Família, que levou milhões de eleitores a eleger o Lula".
Arnaldo Jabor

Que tal?

sábado, outubro 28, 2006


Totalmente demais!


Já há algum tempo sinto falta de algo em minha vida. Era de música eletrônica! Meio dia de quinta-feira, fico sabendo que o Scandurra faria uma apresentação naquele dia no Sesc de Sorocaba.

Meu, nem se tem no que pensar! Com a roupa que eu tava trabalhando, logo após sair do trabalho peguei um busão direto para Sorocaba. A tenda totalmente fechada escondia tudo, menos o maravilhoso som que vazava dela. Tava começando o show e do melhor jeito possível: com Barulhinho, do Dream Pop.

Para quem não sabe, Scandurra é o guitarrista da banda Ira. Mas ali, naquela tenda, vendo-o tocar e “pickupear” muito, dava vontade de dizer que esse projeto era muito maior que o Ira, era o melhor som que ele fazia.

Uma hora e vinte de show... Parecia apenas meia hora! Cai na real quando ele agradeceu a presença do público: “Ah se toda quinta-feira fosse assim!”, disse ele para deleite do pequeno público presente.

O pessoal pediu mais e ele atendeu. De saideira mandou “Eu estava lá”. Demais! Eu é que não acreditava que tava lá ouvindo o melhor da e-music brasileira, a um metro do cara!

Como é da própria música, a batida esquenta... Um último som distorcido e a guitarra é colocada cuidadosamente sobre a pickup e, de repente, começa um som instrumental, quase uma canção de ninar! É de entrar em transe... Um fim sem palavras!

sexta-feira, outubro 27, 2006


Paulicéia desvairada

Acordar cedo nunca foi meu forte, muito menos nos fins de semana. Por cinco domingos seguidos tive que ir a São Paulo fazer um curso de Criação e Design. Das 9 da manhã às seis da tarde!

O curso, deveras, era cansativo, mas a maratona para chegar até ele era inenarrável. Ônibus até o terminal rodoviário da Barra Funda mais três metrôs. Pelo menos era domingo, tudo é calmo... Que nada!

Saída do metrô Trianon-Masp, 9h20, atrasados (eu e o Má) precisávamos tomar café. A cidade estava a mil por hora. Resolvemos sair do óbvio e fomos procurar uma padaria fora da Avenida Paulista. Obras, trânsito, outdoors e muita gente.

Paramos numa lanchonetezinha, que se eu certamente classificaria como boteco. Mas apesar de ser domingo de manhã e eu já estar acordada, a fome era muita e o humor... Deixa pra lá! O que não dava mais era pra pagar R$ 12,00 por dois chocolates quentes e dois pães na chapa no Café Creme.

- Dois pingados, por favor! Dirigimos-nos a um balcão lateral. – Dois pães na chapa também amigo! Os pedidos foram feitos pelo Má, eu ainda me tentava me localizar no local.

Num balcão em “L”, um homem bastante magro – trajando uma daquelas regatas que os ratos de academia certamente usam para valorizar os músculos – tomava um café enquanto fumava e ia até à porta, como se esperasse alguém que já devia estar atrasado. Os cabelos demonstravam que dormira mal ou estava de ressaca.

Com a chegada de nossos pingados pude reparar em dois indivíduos que também estavam sentados neste balcão. Conversavam alto: pareciam discutir. Tentei não prestar atenção no que falavam.

- Vou desligar o feijão, já ta bom! Disse alguém de um cômodo interno. Mas ainda eram nove horas! Lá também serviam almoço. Na direção da voz estava uma pia e a chapa. O homem com um pano de prato nos ombros veio em nossa direção: - Os dois na chapa é aqui? O pão ocupou de vez minha atenção. Que fome!

A conversa dos dois homens que estavam no nosso lado se animou: - Vou ligar pro Valdir, você vai falar isso pra ele. Valdir... Oi! Pêra aí que o Chicão vai falar com você!

- Alô, Valdir! Alô! Alô! Mas ele não fala nada!?

-Do outro lado Chicão. Assim não! Não é para virar de ponta cabeça, você ta falando do lado da bateria! Sinceramente não contive a risada! O homem que jogava no caça-níqueis perto da porta e que não tinha os dois dentes da frente também não se conteve!

Humor restabelecido e fome sanada, agora rumo ao último dia de aula. A conta R$ 3,50. Valeu a pena!

Oh, yeah!!! Like a Rolling Stone, babe


Durante a XV Semana de Comunicação, participei de uma oficina de Crítica Cultural. A princípio seria com o Abonico (dos sites Bacana e RockPress), mas ela ficou a cargo do dindo Gadini. Com uma passagem ultrassônica sobre a história do jornalismo cultural, pulamos para parte prática: resenhar uma revista. Sim, eu achei estranho, mas fazer o quê... Aleatoriamente, escolhi uma coisa chamada Céu Azul. Uma revista de bordo com uma seção gigantesca de piadas e duas matérias (um resort em Trancoso, Porto Seguro; e uma narrativa do editor da revista sobre uma de suas viagens a África do Sul).

Enfim, o que eu não imaginava é que em breve, a oficina me seria útil.

Há alguns dias vi a notícia na internet, fiquei surpresa, mas cheguei a indagar se a novidade chegaria a Ponta Grossa. Sim, porque infelizmente quem mora na cidade fica a ver navios quando espera encontrar boas opções do circuito cultural nacional por aqui. Me refiro especificamente a filmes como Zuzu Angel, GarotaMá.com, e até filmes mais light como O Diabo veste Prada (que eu queria ver, hehehe). Bandas como Cachorro Grande, Los Hermanos (essa foi quaaaaase), YYYs (por que não pensar grande???) passam pela capital, sem sequer espiar para o vizinho atrás da Vila Velha...

Na verdade, fui bem parcial nos exemplos, mas esses foram os casos em que fiquei decepcionada. Poderia citar outros, mas seria uma lista infinita. Mas o ponto em que quero chegar é que hoje eu me deparei com a primeira edição da Rolling Stone brasileira numa banca na praça do Ponto Azul.

Uma revista grande, a primeira vista: 25,5x30,5 cm (o tamanho padrão é aproximadamente 21x29cm) e 142 páginas. Densa. Capa com Gisele Bündchen muy roqueira num fundo prata. Chamadas no lado esquerdo: temas como psicodelia, política e confissões sexuais de Jack Nicholson. No lado direito: Franz Ferdinand, Beck, The Killers, New Order, Slayer, The Rakes e um destaque para a volta de Bob Dylan. Ou seja, a primeira RS verde-amarela traz muito do SEXO, DROGAS e ROCK’N’ROLL que embalou o momento histórico do surgimento da RS original, 39 anos atrás.

O editor Ricardo Cruz enche a boca para “dizer” no editorial que a RS 01 pretende seguir os passos da mãe, “referência – senão máxima, muito próxima disso – do jornalismo cultural e político, questionador e transgressor, copiado à exaustão (não seria esse um chavão?*) até hoje, aqui e em todo o canto.” É, a revista enche os olhos. Opinião e muitos, mas muitos colaboradores é o que não faltam. E vice-versa. Sobra opinião!

*meu comentário!

Inclusive, fiquei surpresa com as matérias de política. Ricardo Soares, da TV Cultura, questiona nosso papel em colocar Clodovis e Malufs no Congresso, enquanto Cláudio Tognolli, (escritor, jornalista investigativo, colaborador da Caros Amigos, meu ídolo, hehehe) conversa com o advogado do PCC e declara: “polícia e traficantes são tudo farinha do mesmo papelote”!

Folheando a revista (ainda não li muita coisa....) deu pra identificar que a revista optou por uma diagramação no blank spaces. Fotos chapadas, texto ocupando os ínfimos espaços. É tudo “blocadão”, textos bem maciços, com pequenos espaços para parágrafos. Letras pequeninas. Uauuu, é muita coisa pra ler. Parece diagramação de jornal tablóide, hummmmm, inclusive, olhando melhor agora, acho que ela tem o exato tamanho de um tablóide... curioso. A versão americana surgiu como jornal também.

Tentei identificar o público-alvo pela maneira mais fácil. Anúncios publicitários. Sabem, não achei ela cara, R$ 8,90. Eu não olhei, mas acho que ela é mais barata que a Revista MTV. Vamos aos anúncios... Podíamos dizer que ela é para jovens, quase adolescente, consumidores de Halls, Mc Donnalds, shampoo ÉH (nunca vi), Nescau Guaraná (ahnnnnnn????), Grendene etc. Mas poder aquisitivo e a faixa etária sobem: TAM, HSBC, Toyota, Suzuki, Kiamotors, Chevrolet, Volks, TVs Samsung... é, podemos retomar um pouquinho a idéia de elite cultural aqui. Foras as marcas de roupas (dentro de uma seção sobre estilo de vestir de músicos), divulgação de CDs da TRAMA, rádios, cinemas, novela adolescente da Record (Alta Estação, à la Malhação) e uma matéria sobre Harley-Davidson...

A revista possui muitas entrevistas com músicos, atores e artistas. Tem seções como a Rock & Roll; Acontece... ; P&R (não sei o que significa, mas traz uma matéria com o André 3000 do Outkast); Estilo (que eu já comentei, fala do modo de vestir); Mix Mídia (sobre internet, trilhas de jogos, novas tecnologias) e os famosos Guias e Listas, com dicas do que fazer, assistir, comprar, ouvir, jogar, ler e tudo mais que os cinco sentidos permitam praticar com bens simbólicos...

A seção de cartas nos faz refletir sobre o papel deste novo veículo, e principalmente, nos alertar. Algumas personalidades saúdam a nova revista e compartilham suas expectativas. Roger Moreira (do Ultraje) pressiona: “Se for vendida, como praticamente toda a mídia brasileira, bem... será mais uma”. Outros, como Max de Castro, esperam que ela preencha a lacuna editorial de jornalismo cultural pop. Iggor Cavalera espera que ela abra espaço para o udigrugid e Dinho Ouro Preto teme que ela seja hostil ao rock brasileiro. “Será que só apoiarão o rock independente?”, questiona.

Bem, é o que veremos a seguir, assim que a Rolling Stone brasileira der seus primeiros passos. Eu vou ficando por aqui, vou ler mais um pouco. A pincelada foi geral, eu sei, mas ainda não olhei a sério o conteúdo jornalístico. E eu não queria deixar de mostrar minhas primeiras impressões com a revista e dizer que deposito algumas esperanças em iniciativas como essa dentro do jornalismo cultural. Que a RS venha pra ficar dessa vez (ela já tinha sido publicada aqui por um ano na década de 70) e que sacuda a poeira e a mesmice do mercado editorial brasileiro!!!

Hasta!!

segunda-feira, outubro 23, 2006


eu queria colocar esse banner, mas infelizmente não deu certo... humpf

quarta-feira, outubro 18, 2006

Não é fácil ser jornalista...

Realidade nua e crua

Com um certo volume, o mercado editorial tem lançado títulos que tratam do do islã, do fundamentalismo e do Afeganistão. Destaco o Caçador de Pipas* e O Livreiro de Cabul**. Acabei de ler ontem o Caçador de Pipas e confesso que não foi uma leitura fácil. Não pela narrativa do texto, que, aliás, é um primor. Traduzido de forma tão fascinante que instiga a dúvida se o autor foi capaz de fazer um texto tão brilhante quanto o traduzido.
Sem contar a história - e estragar os que estão na expectativa de lê-lo - o livro merece todo o destaque pela forte trama e pela crua realidade exposta página após página de leitura, fazendo o leitor refletir sobre a destruição de um povo e as atrocidades justificadas pela busca e manutenção do poder.
Como sempre, os que sofrem são as crianças, idosos e pobres... e como sofrem. Sinceramente, pensei em abandonar a leitura antes do final do livro, pois alguns trechos me causaram calafrios, enjôos.
Antes que façam pré-julgamentos, não há sensacionalismo. O que há são relatos com forte carga de realidade.
Sem dúvida um livro para causar inquietação.
Próxima parada: O Livreiro de Cabul!

*Autor: Khaled Hosseini. Editora NOVA FRONTEIRA, 2005.
**Autor: Asne Seierstad. Editora RECORD, 2006.

terça-feira, outubro 17, 2006

Profissionalismo versus Puxa-saquismo

O assunto eleições tem sido para mim mais indigesto do que poderia imaginar. Não. Não se trata apenas da morte brutal sofrida pela minha ideologia, que me tornou incapaz de olhar o processo político-administrativo do nosso país com seriedade. O problema é outro: é ético.
Entre os colegas jornalistas e assessores de imprensa, um cenário inacreditável se formou. Tratam-se dos que levantam uma bandeira para se garantir no emprego. São os alkimistas desde criancinhas que se formaram nesta eleição ou petistas que não frequentam muito as urnas.
Incrível! Cansei de ouvir "e aí, vai do partido do chefe né?", "não diz uma coisa dessa senão perde o emprego?".
Pera aí vocês deformadores de opinião fantasiados de jornalistas! Será que sou a única a pensar que meu direito constitucional do voto é particular e incorruptível?
Evidente que todos querem manter seus empregos a salvo, mas para mim isso já é covardia. Há um evidente abismo em se trabalhar com profissionalismo no jornalismo e vender uma imagem falsa pelo salário do fim do mês. Talvez seja por isso que ainda exista uma visão tão sinistra e distorcida sobre a assessoria de imprensa, a dos colegas de profissão que mudarão pro lado de lá do balcão.

quarta-feira, outubro 04, 2006

COLÓQUIO FLÁCIDO PARA ACALENTAR BOVINOS*

Ao som de Bloc Party

Eu odeio as coisas que a gente faz pra se adaptar, pra se encaixar. A pior parte é fingir que a gente acredita nas mentiras que as pessoas contam, como se fosse a verdade. Como se fosse a forma mais correta. Por estas e outras coisas, somos feitos de trouxas diariamente. UATISDIS???? Como chegamos a esse ponto???

Odeio que algumas situações me tornem tão pessimista. Mas injustiças me deixam louca! Mesmo que o seu resultado, aparentemente, sejam melhores (no meu caso) e façam com que eu permaneça ao menos sadia... Sim, injustiças me deixam doente! Injustiças, pouco caso, desrespeito, mentiras e as famosas conversas pra boi dormir. Seres que dominam a máquina capitalista são especialistas, gênios, propagadores sagazes do linguajar dos nossos amigos ruminantes. EEEEE ÔÔÔÔÔ, vida de gadooooooooooo!!!

O mês de outubro é o mês da data-base pra reajuste salarial dos jornalistas. Por isso, um dos diretores do sindicato de jornalistas do PR foi ao meu ex-emprego mês passado. Quando ele chegou lá, eu percebi que eu deixei de ser quem eu era, e perdi o pulso com o qual eu defendia alguns princípios. É difícil aceitar as mudanças que sofremos num ambiente hostil. Com efeitos bizarros de virarmos defensores do sistema opressor. Até lembrei de Matrix, no qual, todo ser ligado à máquina era um agente em potencial de defesa do sistema!!! Me senti o próprio Agente Smith, hauhauahuah (ufa!! Meu humor voltou).

O que eu quero dizer é que eu espero que as recentes mudanças venham para renovar minhas idéias e oxigenar meu cérebro (e não meu cabelo, como me foi recomendado para me adaptar melhor ao funcionamento de certos locais de trabalho).

Viva la revolución!!!


By the way, nem comentei: tá podre escolher candidato nessas eleições, hein?

* Termo cunhado pelo pedagogo Celso Vasconcellos para designar “conversa mole pra boi dormir”.

terça-feira, outubro 03, 2006

ELES PREFEREM OS CORDEIRINHOS

Ao som de I feel fine - Beatles

“Pagu, você está DEMITIDA!!!!!!!!!!!” Bem, quem me disse isso não foi Roberto Justus, mas sim o sapo-boi, meu chefe, que nunca leu a Lei Áurea. Yeah, em tempo recorde fui demitida-readimitida-redemitida pela mesma pessoa em menos de seis meses. E ele tb não disse demitida, e sim, DISPENSADA, hahaha. Detalhe: dia 30 agora eu completei seis meses de experiência como jornalista, chic né? Já posso me candidatar a vagas decentes no mercado de trabalho.
Well, diz a lenda que o motivo da demissão era corte de gastos... a tv tava entrando em rede aberta através do que eu chamo a “maior treta do mundo”, mas vai saber...
Então, apertamos os cintos (sim, todos os funcionários apertaram os cintos, vestiram a camisa da tv, prenderam a respiração e tchbummm) atrasaram salários pra que isso acontecesse e agora na reta final, algumas despesas a mais foram cortadas... eu e mais uma amiga, que era repórter no jornal fomos chutadas... e quem ficou pra tomar conta do jornal? Olha, a história tá mal-contada, mas um novo editor-chefe, uma pauteira (qdo eu era editora eu tinha q fazer tudo sozinha!!!!!!!) e mais uma repórter que aparentemente não vão receber nada (???????????) Eu e minha amiga éramos as únicas que recebiam em cash, o resto do pessoal tava aceitando permuta de bolsa de estudos (sim, estudantes em estágio ilegal).
Mas sério, não caí nesta desculpa esfarrapada... sei lá... (estou dizendo isso com muita freqüência... sei lá). Fora que fui feita de palhaça total! Ouvi inúmeras promessas de que seria recompensada por “me sacrificar” pela tv e agüentar a má fase. E digamos que agora ela está prestes a entrar numa boa fase... Ai, quantas mentiras!!!!! Que p##########!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Se alguém leu o texto da minha volta ao blog (O dia em que fui demitida) sabe que eu sempre achei meio estranho o esquema de “trabalho voluntário” nessa empresa. Pior: teve um dia que o povo todo se rebelou pra pedir em registro em carteira (sim, estamos na era das cavernas) e o digníssimo simplesmente perguntou quem estava comandando a reunião (não era eu dessa vez, graças a deus) e que iria discutir caso a caso, nada coletivamente....
Arre, mas eu fiquei tão P da vida! Fiz uma matéria de cinco minutos (pra tv isso é bastante) sobre os direitos do trabalhador e o que acontecia com patrões que não cumpriam isso. Cara, foi uma catarse jornalística, hahaha! Tudo bem, fiquei com medo da reação do boss, mas ele não disse nada... Tb faltei na festa de aniversário da TV por pura birra e revolta pelos altos gastos e prejuízo certo...
E essa minha amiga q foi demitida tb é meio barraqueira... O que eu acho é que meu chefe não teve cara de dizer que era por justa causa.... enfinnnnnnssssssss, sei láaaaaaaa. Acho que ele não me demitiu à toa... na primeira vez, ele meio que disse que eu era meio encrenqueira... que amotinava os outros funcionários contra ele... fora que a mulher dele nem disfarça que me odeia.... (ela tb é dona da tv, e administra o trubisco)
No momento, estou um pouco aliviada, quem conversou comigo nos últimos tempos, sabe que eu pensava em pedir demissão...
Então, é isto! Estou viva, porém desempregada !!! Mas vou aproveitar um pouco as férias... chapei, sabem? Vou pensar no meu mestrado, fazer umas aulas de francês, ir na academia (argh!), e distribuir uns currículos....

É isso pessoal... FODA-SE A ESCRAVIDÃO DOS JORNALSITAS!!!!!

Bjosss