A esperança continua...
São relatos como o feito pela Ruby que nos motivam na profissão. A história do senhor Miguel me fez lembrar de uma vivenciada por mim.Assim que comecei fazer assessoria de imprensa, tinha uma visão muito simplista do que era "ser" assessora e toda sua relação clientelista com para a entidade que trabalha.Matérias boas só podiam ser plantadas, fruto de interesses parciais, políticos.Ainda no primeiro mês conheci dona Elisa. Sua filha, Rosana, me ligou numa manhã para dizer que iria à UBS (Unidade Básica de Saúde) Central e colocaria um cartaz falando do atendimento que lá deram a sua mãe.A desconfiança logo me bateu. Sistema público de saúde... Cartaz... Lá vem problema. Disse a Rosana que a procuraria para conversar melhor sobre todo o assunto, saber pessoalmente do que se passava. E assim fiz. Fui a casa de Rosana, que muito educadamente me contou que a própria mãe queria contar a sua história.Para minha surpresa, dona Elisa estava acamada em razão do câncer de mama, que já tratava há algum tempo. Muito constrangida, pedi desculpa pelo incômodo. Ela me advertiu: "incomodo nenhum, só quero agradecer pelos cuidados que tive".A história de dona Elisa, acredito, não vem ao caso,mas falando comigo ela tinha certeza que sua mensagem chegaria aos moradores de sua cidade."Põe no jornal, filha. Eles cuidaram muito bem de mim!"Não soube mais da dona Elisa, só sei que sua "mensagem" foi enviada. Quantas pessoas a matéria alcançou? Talvez muitas ou poucas, mas para aquela senhora, que fez questão de falar comigo, mesmo doente na cama, deve ter valido muito. Algo que faz com que o jornalismo leve algo de esperança. Pois ainda há.

1 Comments:
Quem diria. Fernanda Luvizotto e seu blog inanimado. Rsrsrs.
Que saudade de vc pelega do inferno. Vou bater aqui todo dia. Adoro ler essas tranqueiras. Vou criar um também..
Oow, me add no msn tá?
Bjos e Sucesso!
jupcorrea@hotmail.com
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