O assunto eleições tem sido para mim mais indigesto do que poderia imaginar. Não. Não se trata apenas da morte brutal sofrida pela minha ideologia, que me tornou incapaz de olhar o processo político-administrativo do nosso país com seriedade. O problema é outro: é ético.
Entre os colegas jornalistas e assessores de imprensa, um cenário inacreditável se formou. Tratam-se dos que levantam uma bandeira para se garantir no emprego. São os alkimistas desde criancinhas que se formaram nesta eleição ou petistas que não frequentam muito as urnas.
Incrível! Cansei de ouvir "e aí, vai do partido do chefe né?", "não diz uma coisa dessa senão perde o emprego?".
Pera aí vocês deformadores de opinião fantasiados de jornalistas! Será que sou a única a pensar que meu direito constitucional do voto é particular e incorruptível?
Evidente que todos querem manter seus empregos a salvo, mas para mim isso já é covardia. Há um evidente abismo em se trabalhar com profissionalismo no jornalismo e vender uma imagem falsa pelo salário do fim do mês. Talvez seja por isso que ainda exista uma visão tão sinistra e distorcida sobre a assessoria de imprensa, a dos colegas de profissão que mudarão pro lado de lá do balcão.
1 Comments:
não é só em questão às eleições que a gente se decepciona com a classe. jornalistas são seres mesquinhos, loucos pelo poder que massacram os pobres ingênuos que se formam para cumprir o papel social do jornalismo. descobri isso na pele em poucos meses. é claro que existem exceções, mas eu tenho um medo de jornalista...
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